O senador Cleitinho ( Republicanos ) pode entrar na disputa pelo Governo de Minas sem precisar se afastar do mandato em Brasília — e, segundo pessoas próximas, essa já é a tendência.
Aliados afirmam que, caso confirme a candidatura, Cleitinho não deve se licenciar do cargo, amparado pela legislação eleitoral, que permite que senadores concorram ao Executivo sem necessidade de desincompatibilização.
A movimentação ganhou força após a renúncia de Luís Eduardo Falcão à Prefeitura de Patos de Minas e à presidência da Associação Mineira de Municípios ( AMM ), oficializada na quinta-feira ( 2 ). Falcão foi convidado por Cleitinho para compor como vice em uma possível chapa ao governo estadual.
Nas redes sociais, o senador comentou a possível parceria em tom descontraído, comparando a dupla a nomes famosos da música sertaneja, em referência à nova aliança política.
Apesar das articulações e do crescimento nas pesquisas, Cleitinho ainda não confirmou oficialmente a candidatura. Ele afirma que a decisão será tomada até julho, embora aliados indiquem que um posicionamento pode sair já em maio.
Nos bastidores, a possível chapa “puro-sangue” do Republicanos também chama atenção de outros partidos. Uma ala do PL, por exemplo, defende o apoio ao senador para fortalecer o palanque em Minas do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Mesmo sem anúncio oficial, Cleitinho aparece como um dos favoritos na corrida ao Palácio Tiradentes e pode disputar o cargo mantendo seu mandato no Senado — um detalhe que, na prática, já é tratado como certo por pessoas ligadas ao senador.





