Uma sequência de violência que começou no último sábado ( 18 ) terminou com mais um homicídio, na madrugada desta terça-feira ( 21 ), dentro de uma unidade prisional em Governador Valadares.
A vítima foi Fransle Germano Câmara da Silva, de 35 anos.
Segundo a polícia, ele havia sido preso justamente no sábado, apontado como principal suspeito de matar Thiago de Oliveira Sena com uma facada no bairro Vila Bretas.
Sábado ( 18 ): o primeiro crime
Durante uma confraternização com consumo de bebida alcoólica, na rua Pedro Lessa, no bairro Vila Bretas, Thiago de Oliveira Sena, de 32 anos, foi atingido por uma facada no peito.
Testemunhas relataram que, antes do crime, Thiago teria ofendido verbalmente uma mulher. Em seguida, um homem foi até a cozinha, pegou uma faca e desferiu o golpe.
Thiago ainda chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no hospital.
Pouco tempo depois, o principal suspeito — Fransle — foi localizado na casa da mãe, no mesmo bairro, e acabou preso.
Após a prisão, Fransle foi encaminhado para a unidade prisional de Governador Valadares.
Ele foi colocado na cela 4 do convívio D, junto com outros detentos.
Já na madrugada desta terça-feira ( 21 ), por volta de 1h20, de acordo com o boletim de ocorrência, um detento chamou a equipe de segurança da unidade, pedindo a presença dos agentes.
Quando os policiais penais chegaram até a cela, o rapaz informou que havia um preso morto no local.
Ao verificarem a situação, os agentes encontraram Fransle já sem vida.
Ainda no local, o homem assumiu o crime.
Segundo o relato, ele matou Fransle por causa de um suposto furto de motocicleta que teria acontecido cerca de seis anos atrás.
Ele afirmou que agiu sozinho e utilizou enforcamento para cometer o homicídio. Também disse que só acionou a segurança após o crime já ter sido consumado.
Os outros detentos da cela não teriam participação no caso.
Logo após o ocorrido, o SAMU foi acionado e chegou à unidade por volta de 1h46, confirmando o óbito.
A área foi isolada até a chegada da perícia técnica, que entrou na unidade por volta de 3h da madrugada.
Os peritos realizaram os trabalhos de praxe e a remoção do corpo, deixando o presídio por volta de 3h20.
Após o crime, os demais detentos que estavam na cela foram transferidos para outro espaço da unidade, como forma de preservar a cena e evitar novos conflitos.
Já o autor confesso foi isolado, para garantir sua integridade física e manter a ordem no presídio.
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