Sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o prejuízo dos Correios disparou e fechou 2025 com forte impacto nas contas públicas.
A situação financeira da estatal se agravou ao longo dos últimos anos e atingiu, em 2025, seu pior nível: um rombo de R$ 8,5 bilhões, conforme balanço divulgado nesta semana. O prejuízo praticamente triplicou em relação ao ano anterior e já soma 14 trimestres consecutivos de resultados negativos. O valor equivale a 15,45% do déficit fiscal consolidado do país — que inclui União, estados, municípios e estatais — e totalizou R$ 55 bilhões no último ano.
Em 2024, a estatal havia registrado perdas de R$ 2,6 bilhões. Já em 2023, primeiro ano do atual governo, o prejuízo foi de R$ 597 milhões.
No acumulado dos últimos três anos, o rombo chega a R$ 11,7 bilhões, com um crescimento expressivo de cerca de 1.300% no período.
Apesar de um plano de reestruturação apresentado recentemente, com foco em recuperação financeira, reorganização do modelo de negócios e expansão estratégica, os resultados ainda não atingiram as metas previstas. A expectativa da empresa é voltar ao lucro apenas em 2027.
Vale lembrar que os Correios enfrentaram uma sequência de prejuízos entre 2013 e 2016, mas voltaram ao azul a partir de 2017.
No entanto, desde 2022, os resultados negativos reapareceram e vêm se intensificando ano após ano.
Em nota divulgada na última quinta-feira ( 23 ), a estatal atribuiu o déficit bilionário principalmente ao aumento dos custos operacionais e ao provisionamento de obrigações judiciais.




