O corpo do mineiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, morto a tiros por policiais na cidade de Powder Springs, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, será cremado nesta segunda-feira ( 09/03 ).
A informação foi confirmada pela mãe da vítima, que preferiu não se identificar.
Gustavo foi baleado na última terça-feira ( 03/03 ) e o corpo foi liberado após perícia na sexta-feira ( 06/03 ).
Segundo a mãe, a decisão pela cremação foi tomada devido à gravidade dos ferimentos provocados pelos disparos. De acordo com ela, Gustavo foi atingido por quatro tiros — um no peito, um na nuca e dois nos ombros.
Natural de Belo Horizonte, Gustavo morava com a mãe nos Estados Unidos desde 1998 e cursava biologia na Life University. A mulher relatou que o episódio aconteceu no estacionamento de um supermercado, onde os dois haviam ido fazer compras.
Ainda segundo ela, no local estava marcada uma conversa com duas conselheiras de um serviço do governo americano que presta apoio psicológico a pessoas com problemas relacionados à saúde mental. A mãe afirmou que buscou o atendimento porque estava preocupada com o filho, que enfrentava dificuldades emocionais, mas resistia a procurar ajuda.
Durante o encontro, uma das conselheiras tentou convencê-lo a aceitar o acompanhamento. Conforme o relato da mãe, as profissionais decidiram acionar a polícia, atitude que ela considera desnecessária.
“Ficaram dizendo que meu filho estava nervoso. Ele não estava nervoso, estava calmo”, afirmou.
A polícia de Powder Springs, por sua vez, alegou que os disparos ocorreram porque Gustavo estaria extremamente exaltado e armado — versão contestada pela mãe.
Ela também relatou que cerca de sete policiais participaram da ocorrência e criticou a decisão das conselheiras de chamar a polícia. “Estou completamente decepcionada com esse serviço. Não houve profissionalismo. Eles nunca poderiam ter chamado a polícia dessa forma”, disse.
O caso está sendo investigado pela Agência de Investigação da Geórgia. De acordo com a mãe, ela ainda não foi chamada para prestar depoimento. A família está sendo assistida por um advogado, que solicitou acesso às imagens de câmeras de segurança de uma farmácia próxima ao local.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que tem conhecimento do caso e mantém contato com a família do brasileiro.
Com informações do jornal Estado de Minas




