A equipe econômica do senador Flávio Bolsonaro ( PL ), candidato à Presidência, avalia limitar os reajustes de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada ( BPC ) apenas à inflação.
A proposta, revelada pela Folha de S.Paulo, poderia reduzir as despesas federais em até R$ 250 bilhões ao impedir que aumentos reais do salário mínimo sejam repassados automaticamente aos benefícios.
A medida também prevê o fim dos pisos constitucionais para saúde e educação.
Atualmente vinculados à arrecadação, os investimentos passariam a ser corrigidos apenas pelo INPC.
A estratégia inclui o envio de uma “Super PEC da Transição” ao Congresso após o segundo turno, marcado para 25 de outubro, caso Flávio seja eleito.
Em nota, a assessoria do candidato afirmou que as discussões não representam compromissos oficiais.
Segundo a campanha, as diretrizes econômicas estão no plano de governo registrado e conversas informais não devem ser tratadas como posição oficial.
O grupo econômico defende que as mudanças seriam necessárias para conter o crescimento da dívida pública e reduzir os juros.




