Durante entrevista à VEMVEGV, no início da tarde dessa terça-feira ( 01/09 ), o governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões ( PSD ), foi questionado sobre a situação financeira do Estado, os investimentos em saúde e infraestrutura e a relação de sua gestão com o governo de Romeu Zema.
Questionado sobre o aumento da dívida de Minas Gerais, que ultrapassou R$ 200 bilhões, Mateus Simões atribuiu parte do crescimento aos juros cobrados pelo governo federal.
Segundo o governador, a atual gestão recebeu um Estado com dificuldades financeiras, atraso no pagamento de servidores, falta de insumos básicos e obras paralisadas.
Simões citou como exemplo o Hospital Regional de Governador Valadares, que, segundo ele, será entregue em outubro.
Apesar do endividamento, o governador afirmou que o Estado mantém as contas em dia e defendeu uma futura negociação com o governo federal para solucionar o passivo.
Sobre a capacidade de Minas Gerais continuar investindo em áreas como saúde e infraestrutura, Simões comparou a administração pública ao planejamento financeiro de uma família.
Ele afirmou que uma dívida de longo prazo não impede o pagamento das despesas essenciais nem a realização de novos investimentos.
O governador também destacou que a dívida é um problema antigo, originado em 1996, e afirmou que a atual gestão já teria amortizado R$ 13 bilhões.
Simões criticou ainda os juros cobrados pela União. Segundo ele, recursos destinados ao pagamento da dívida poderiam ser utilizados em obras no próprio Estado.
Como exemplo, citou a duplicação da BR-381, que teria custo estimado em cerca de R$ 2 bilhões.
A demora na conclusão do Hospital Regional de Governador Valadares também foi tema da entrevista.
A obra, que já acumula 13 anos de espera, teve a execução retomada em 2019.
Questionado sobre a demora e o adiamento da entrega, anteriormente prevista para o meio do ano, Simões atribuiu o atraso à complexidade das licitações e à situação financeira encontrada pelo governo.
O governador questionou por que a estrutura permaneceu abandonada entre 2014 e 2019.
Ele afirmou que o governo precisou primeiro reorganizar as contas estaduais antes de retomar investimentos.
Simões também citou a conclusão de hospitais em Divinópolis, Teófilo Otoni e Sete Lagoas e reafirmou que o Hospital Regional de Valadares deverá ser entregue em outubro.
Mateus Simões também foi questionado sobre as críticas de que sua candidatura representaria apenas uma continuidade do governo Romeu Zema.
O governador defendeu o trabalho realizado em equipe e afirmou que não busca assumir individualmente os resultados da atual administração.
Segundo Simões, avanços nas áreas de educação, saúde e infraestrutura são resultado de um trabalho coletivo.
Sobre possíveis erros da gestão, o candidato afirmou que prefere destacar os resultados alcançados e o aprendizado ao longo do governo.
Simões também confirmou que pretende manter a equipe e seguir o modelo de gestão adotado nos últimos anos, caso seja eleito para um novo mandato.
📸 VEMVEGV




