Um piloto da Latam foi preso pela Polícia Civil de São Paulo na manhã desta segunda-feira ( 09/02 ), dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas.
Ele é investigado por suspeita de integrar uma quadrilha envolvida na exploração sexual de crianças e adolescentes.
De acordo com as investigações, o suspeito teria participação na manutenção da rede criminosa, transportando menores para motéis com uso de documentos falsos. Para os policiais, o caso não envolve situações isoladas, mas sim uma organização estruturada, com divisão de funções entre os envolvidos.
Durante a operação, batizada de “Apertem os Cintos”, uma mulher também foi presa sob suspeita de explorar sexualmente as próprias netas.
A ação foi conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa ( DHPP ), por meio da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, após meses de apuração. O grupo é investigado por crimes como exploração sexual infantil, produção e compartilhamento de material ilegal envolvendo menores, aliciamento, uso de documentos falsos, além de ameaças e intimidações contra vítimas.
O inquérito teve início em outubro de 2025 e, até o momento, três vítimas foram identificadas, sendo duas meninas de 11 e 12 anos e uma adolescente de 15. A polícia acredita que outras vítimas possam ser localizadas, diante do volume de provas já reunidas.
A Justiça autorizou oito mandados de busca e apreensão e duas prisões temporárias, cumpridos simultaneamente em São Paulo e Guararema, com a participação de 32 policiais civis e 14 viaturas.
Segundo a polícia, a operação tem como objetivo interromper os crimes, proteger as vítimas, identificar novos suspeitos e recolher provas, especialmente materiais digitais. O caso segue em investigação.
Em nota, a Latam informou que abriu uma apuração interna e que está colaborando com as autoridades. A empresa também afirmou que repudia qualquer prática criminosa e reforçou o compromisso com padrões rigorosos de segurança e conduta.



