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Polícia Civil conclui que empresário foi morto em emboscada em Alpercata

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A Polícia Civil concluiu a investigação do homicídio de um empresário de 54 anos encontrado morto dentro da própria caminhonete incendiada, em 15 de junho, em uma estrada rural de Alpercata, no Vale do Rio Doce.

Três homens, de 28, 41 e 60 anos, foram indiciados pelo crime.

Segundo a investigação, Gilvandro Gonçalves da Silva, foi atraída por um telefonema com a justificativa de um orçamento para uma obra.

No local, próximo à BR-116, ela foi baleada dentro do veículo, que foi incendiado enquanto ainda estava viva, conforme a perícia.

A Polícia Civil apontou um empresário de 60 anos como mandante do crime, motivado por um litígio comercial de alto valor envolvendo uma obra e a locação de máquinas.

Um sócio dele, de 41 anos, foi indiciado como um dos executores.

Já o gerente do empreendimento, de 28 anos, teria comprado o telefone usado para atrair a vítima, indicado o local e transportado parte dos envolvidos.
O gerente está preso preventivamente desde 19 de setembro, em Governador Valadares.

Os outros dois investigados, residentes no Rio de Janeiro, tiveram a prisão preventiva decretada e são considerados foragidos.

Em 9 de outubro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca em três endereços de Nilópolis ( RJ ), mas não localizou os suspeitos.

As investigações continuam para prendê-los e identificar outros dois executores.

A Polícia Civil informou que reuniu provas a partir de registros telefônicos, imagens da loja onde o aparelho foi comprado, passagens de veículos pela BR-116 e perícias.

Informações sobre o paradeiro dos investigados podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia, no telefone 181, ou à Delegacia de Crimes Contra a Vida de Governador Valadares, pelo número ( 33 ) 3213-4777.

“Foi um crime planejado com antecedência, com executores trazidos de outro estado e uma emboscada montada por telefone. A vítima saiu do escritório acreditando que ia fazer um orçamento e foi morta dentro do próprio carro, que foi incendiado com ela ainda com vida. O que permitiu chegar aos responsáveis foi o cruzamento de provas de origens independentes: a linha telefônica comprada na manhã do crime, as imagens da loja onde ela foi adquirida, os registros de passagem do veículo dos executores na BR-116 e as perícias, que confirmaram que o fogo foi o meio de execução, e não apenas uma tentativa de destruir vestígios”, afirma o delegado Ciro Trindade Roldão de Carvalho, responsável pela investigação.

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