Governador Valadares ampliou de um para 11 o número de enfermeiros capacitados para inserir o Implanon pelo Sistema Único de Saúde ( SUS ). Dessa maneira, o município avança na ampliação do acesso ao método contraceptivo gratuito.
A capacitação foi promovida pelo Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais ( Coren-MG ), em parceria com a Prefeitura e órgãos de saúde. Inicialmente, os profissionais participaram de dois dias de aulas teóricas. Em seguida, na quinta-feira ( 22 ), realizaram consultas de enfermagem e inseriram o implante em mulheres atendidas pela rede pública, no Cadef.
Capacitação amplia acesso ao Implanon
Segundo a preceptora do Coren-MG, Elza Colares, Valadares contava com apenas uma enfermeira habilitada para realizar o procedimento. Agora, o município tem 11 profissionais capacitados. Com isso, a rede pública passa a contar com mais profissionais aptos a oferecer o método.
Além disso, a ampliação pode facilitar o acesso ao implante nas 74 unidades de saúde da cidade. Durante a ação de quinta-feira, por exemplo, 33 mulheres receberam o Implanon.
A iniciativa integra a Oficina de Qualificação para Implementação do Implante Contraceptivo, referente ao segundo ciclo de 2026. Nesse contexto, o Ministério da Saúde conduz a formação para qualificar os profissionais e ampliar a oferta do método.
Quem pode receber o Implanon pelo SUS?
O SUS oferece o Implanon gratuitamente a mulheres de 14 a 49 anos. Para ter acesso ao método, a interessada deve procurar uma unidade de saúde e solicitar uma consulta de enfermagem.
Durante o atendimento, a profissional avalia o histórico sexual e reprodutivo da paciente. Dessa forma, consegue orientar a escolha do método contraceptivo mais adequado para cada caso. Assim, a decisão considera as necessidades individuais da mulher.
A enfermeira do Centro Estadual de Atenção Especializada ( CEAE-GV ), Daniela Teixeira, destacou que a possibilidade de uso a partir dos 14 anos representa um avanço. Além disso, no pós-parto, a proteção contraceptiva começa no primeiro dia de uso, conforme as orientações do método.
Mulheres relatam experiência positiva
Entre as mulheres atendidas está Elisa Borges, de 27 anos, que aguardava há algum tempo a oportunidade de colocar o Implanon ou o DIU pelo SUS. Após receber o implante, ela descreveu a experiência como tranquila.
Além de relatar sua experiência positiva, Elisa defendeu a ampliação do acesso à política pública. Dessa maneira, mais mulheres poderão conhecer e avaliar essa opção contraceptiva.
O presidente do Coren-MG, Lucas Tavares Nogueira, também acompanhou o início da capacitação em Valadares. Segundo ele, a iniciativa busca fortalecer o planejamento familiar. Ao mesmo tempo, a medida amplia a autonomia dos profissionais de enfermagem na realização do procedimento.
Capacitação atende municípios da região
A formação atende enfermeiros da Atenção Primária de Governador Valadares e dos municípios da Macro Leste. Inicialmente, nos dias 20 e 21, os profissionais de Valadares participaram das aulas teóricas no Auditório do Hospital Municipal.
Posteriormente, na quinta-feira ( 22 ), a equipe iniciou as atividades práticas no Cadef. Já nesta sexta-feira ( 23 ), os enfermeiros das cidades vizinhas participam da etapa prática, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
O Cadef está localizado na Rua São João, nº 340, no bairro Esplanada. Durante a formação, os profissionais estudam consultas de planejamento reprodutivo e critérios de elegibilidade. Além disso, aprendem técnicas de inserção e retirada do implante, acompanhamento e orientação às pacientes.
Como funciona o Implanon?
O Implanon consiste em um pequeno bastão flexível inserido sob a pele da parte interna do braço. Durante até três anos, o dispositivo libera gradualmente o hormônio etonogestrel, que impede a ovulação e previne a gravidez.
Por oferecer proteção contínua, o método dispensa a administração diária de anticoncepcionais. Assim, representa uma alternativa de longa duração para mulheres que desejam evitar a gravidez.
Entretanto, a escolha deve considerar as necessidades e as condições de saúde de cada paciente. Por isso, a avaliação de um profissional habilitado é fundamental para orientar a utilização do método.




