O delegado titular de Cocalzinho de Goiás, Christian Zilmon Mata dos Santos, afirmou nas redes sociais neste sábado ( 18 ) que passou a receber ataques e mensagens de ódio após a prisão da advogada Aricka Cunha, ocorrida dentro do próprio escritório dela na última quarta-feira ( 15 ).
Segundo o delegado, a repercussão do caso gerou novas ameaças e o levou a cogitar uma segunda prisão em flagrante da advogada, desta vez por conta do compartilhamento de conteúdos considerados ofensivos em seu perfil.
A primeira prisão ocorreu após Aricka criticar publicamente um despacho assinado por ele, que determinava o arquivamento de uma denúncia feita pela própria advogada.
Zilmon detalhou que, após a profissional republicar críticas à sua atuação para mais de 30 mil seguidores, passou a receber centenas de mensagens hostis. “Recebi mais de 300 mensagens em que ela repostava conteúdos que me injuriavam”, declarou.
O delegado argumenta que compartilhar ofensas contra agentes de segurança pública pode configurar crimes como injúria e incitação ao crime. Segundo ele, a legislação prevê punição não apenas para quem produz o conteúdo, mas também para quem amplia sua divulgação.
Ele afirmou ainda que uma nova prisão chegou a ser considerada para conter as postagens, mas a medida foi evitada após contato com a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Pirenópolis.
De acordo com Zilmon, o presidente da subseção, Ícaro, foi acionado e interveio junto à advogada, recomendando a retirada das publicações.
O delegado também defendeu que as postagens não estariam protegidas pela imunidade profissional. “Não se trata de censura. São conteúdos que podem incitar crimes contra autoridade e configurar injúria. Não estavam no exercício da função de advogada, mas em um perfil pessoal”, afirmou.




