O ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ), Flávio Dino, determinou a indisponibilidade de R$ 119,2 milhões em bens e ativos ligados ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
A decisão foi assinada nesta sexta-feira ( 10 ) e atinge a pessoa física do dirigente partidário.
Segundo a investigação, Valdemar é suspeito de atuar de forma irregular na indicação de emendas parlamentares, mesmo sem exercer mandato eletivo.
Investigação aponta influência na destinação de emendas
De acordo com as investigações, Valdemar Costa Neto exercia ingerência direta sobre a destinação de recursos públicos reservados a parlamentares.
Conforme a decisão, ele teria poder de decisão para direcionar os valores de acordo com seus interesses.
A investigação afirma que essa atuação representa “sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”.
Documentos e planilhas teriam sido adulterados
Segundo a apuração, documentos e planilhas eram supostamente forjados para ocultar a fraude.
Os materiais apresentavam nomes de deputados federais como responsáveis pela solicitação de emendas que, na prática, seriam definidas por Valdemar Costa Neto.
Ainda segundo a autoridade policial, o esquema de apropriação indevida de recursos parlamentares “possivelmente contava com o apoio e a liberalidade política, ainda que através de omissão, de outros parlamentares”.
A investigação também afirma que Valdemar possuía autonomia para direcionar recursos, principalmente de emendas de comissão, conforme uma cota pessoal atribuída em razão de sua condição de presidente do partido.
Mais de R$ 119 milhões em emendas são alvo da investigação
As investigações identificaram adulterações em pelo menos 21 emendas parlamentares, que somam R$ 119 milhões. Esse é o valor que teve a indisponibilidade determinada pelo STF.
Segundo a apuração, os recursos chegaram a ser empenhados no Orçamento da União ou foram efetivamente pagos aos destinatários finais.
Servidores da Câmara são citados na investigação
A investigação também aponta a participação de três servidores da Câmara dos Deputados na suposta operação do esquema: Nara Benedetti Nicolau Brum, Garigham Amarante Pinto e Mariângela Fialek.
Mariângela Fialek já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em dezembro de 2025, durante outra operação relacionada a supostas irregularidades na destinação de verbas públicas. Segundo as investigações, ela era ligada à liderança do PP.





