Uma jovem de 24 anos precisou fugir para a Delegacia de Polícia Civil após ser perseguida, ameaçada e agredida pelo ex-companheiro na madrugada desta quarta-feira ( 17 ), em Governador Valadares. O suspeito não foi localizado.
Segundo a Polícia Militar, a vítima contou que tentava encerrar o relacionamento havia algum tempo, mas o ex continuava frequentando sua residência porque ainda possuía uma chave do imóvel.
Na noite do ocorrido, ela estava em um estabelecimento comercial acompanhada de uma amiga quando o homem chegou ao local em atitude agressiva. Conforme o relato, antes de deixar o estabelecimento, ele a ameaçou dizendo: “Em casa eu vou te pegar.”
A mulher informou que, ao sair, foi seguida até a residência. Já no imóvel, o suspeito voltou a ameaçá-la e arremessou uma garrafa plástica, que atingiu seu rosto. Após a agressão, a vítima conseguiu fugir e procurou ajuda diretamente na Delegacia de Polícia Civil.
Ela foi encaminhada ao Hospital Municipal para atendimento médico e, em seguida, levada para um local considerado seguro pelas autoridades.
Durante o atendimento, a mulher relatou que sofreu diversas agressões ao longo do relacionamento. Segundo o boletim, ela afirmou já ter sido vítima de enforcamento, socos, chutes, tapas, empurrões e puxões de cabelo, além de já ter precisado de atendimento médico por causa das agressões. Também informou que havia registrado ocorrências anteriores contra o mesmo homem.
A vítima ainda relatou que o ex-companheiro demonstrava ciúmes excessivos, controlava sua rotina e a perseguia nos lugares que frequentava. Segundo ela, as ameaças e episódios de violência se intensificaram nos últimos meses.
O casal tem um filho, que, conforme o registro policial, já presenciou situações de violência doméstica. A mulher também afirmou ter sido vítima de agressões durante a gravidez.
Equipes da Polícia Militar realizaram buscas na residência da vítima e em outros locais onde o suspeito poderia estar, mas ele não foi encontrado.
A mulher recebeu orientações sobre a solicitação de medidas protetivas e os procedimentos para representação criminal. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.
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