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Saiba por que caminhoneiro teve prisão decretada após acidente em Inhapim

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A Justiça decretou a prisão preventiva de um caminhoneiro investigado pela morte da empresária Flávia Carvalho Assis em um acidente na BR-116, em Inhapim. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais ( MPMG ) e aceito pelo Poder Judiciário.

A Justiça decretou a prisão preventiva de um caminhoneiro, de 35 anos, investigado pela morte da empresária Flávia Carvalho Assis em um acidente na BR-116, em Inhapim, no Leste de Minas Gerais.

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A colisão aconteceu no dia 24 de julho, no km 493 da rodovia. Além da vítima fatal, um adolescente de 15 anos ficou ferido. O Ministério Público de Minas Gerais ( MPMG ) pediu a prisão preventiva. Em seguida, a Justiça acolheu o pedido. O nome do investigado não foi divulgado.

MPMG aponta ultrapassagem em local proibido

Segundo o MPMG, a investigação indica que o motorista dirigia um caminhão de transporte de carga quando realizou uma ultrapassagem em local proibido.

De acordo com o órgão, a manobra ocorreu em uma curva com faixa contínua. Como consequência, o caminhão bateu de frente com um carro de passeio.

Motorista fugiu sem prestar socorro

Ainda segundo o MPMG, o caminhoneiro deixou o local sem prestar socorro às vítimas.

Posteriormente, equipes localizaram o motorista em uma unidade de pronto atendimento de Caratinga, cidade localizada a cerca de 31 quilômetros do local da colisão.

Conforme o Ministério Público, ele não apresentava lesões aparentes. Além disso, não conseguiu explicar de forma consistente como ocorreu o acidente nem como deixou o local.

Investigação aponta indícios de dolo eventual

Para o MPMG, a conduta do investigado apresenta elevada gravidade.

Segundo o órgão, há indícios de que ele assumiu o risco de produzir o resultado morte. Por isso, a investigação aponta, em tese, os crimes de homicídio com dolo eventual, lesão corporal e omissão de socorro.

Além disso, o Ministério Público informou que existem registros de ocorrências anteriores envolvendo o motorista em situações de condução perigosa. Dessa forma, o órgão entende que pode haver reiteração de comportamentos imprudentes no trânsito.

Por esse motivo, o MPMG pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Em seguida, a Justiça deferiu o pedido.

Segundo o Ministério Público, a medida reforça a proteção da vida e da segurança no trânsito. Além disso, demonstra uma atuação firme em casos de extrema imprudência e possível reincidência.

📸 Édson Simões

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